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Teatro da Instalação recebe última sessão do espetáculo ‘TEZ’ nesta sexta-feira

Teatro da Instalação recebe última sessão do espetáculo ‘TEZ’ nesta sexta-feira
Foto: Divulgação

Manaus/AM - Após conquistar o público no último sábado (11), a companhia amazonense Circo Caboclo se prepara para subir ao palco do Teatro da Instalação pela última vez nesta temporada. A derradeira apresentação de “TEZ – Espetáculo Acrobático” acontece nesta sexta-feira (17), às 19h, com entrada franca e classificação livre.

Contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Edital nº 003/2024), a obra coroa a pesquisa artística contínua da companhia, que investiga as fronteiras entre a força física e a sensibilidade cênica.

No palco, as bailarinas e acrobatas Paloma Blandina e Fernanda Bezerra conduzem o público por uma narrativa focada na expressividade do movimento. Sob a preparação corporal de Leandro Andrade e com trilha sonora de Cícero Benedito, a dupla utiliza a linguagem do circo contemporâneo e do teatro físico para debater temas como acolhimento, pertencimento e ancestralidade.

Para o diretor artístico e fundador do Circo Caboclo, Jean Winder, a produção ganha camadas ainda mais profundas pela vivência das próprias intérpretes:

“Nessa proposta, relacionamos diversos elementos do universo feminino. Enquanto mães e mulheres, as duas intérpretes e criadoras conduzem o público por uma narrativa marcada pela força do corpo, das emoções e das conexões humanas.”

A ficha técnica do espetáculo é completada por Kelly Vanessa (produção), Brenda Lobato (mídias sociais e design), Daniel Ferrat (iluminação), Jonathas Alves (cenografia) e Diflor Ateliê (figurino).

Diferente de narrativas lineares tradicionais, "TEZ" aposta em imagens poéticas, acrobacias e tensões musculares para dialogar com a plateia.

O artista plástico Roberto Suárez Rengifo, que acompanhou a estreia, destaca que o grande trunfo da montagem é a capacidade de fazer política e debater papéis de gênero sem cair em discursos óbvios ou panfletários:

“A crítica social emerge do próprio corpo das intérpretes, dos encontros, afastamentos e equilíbrios constantemente interrompidos. Ao final, percebe-se que o espetáculo trata da condição humana diante das forças que nos atravessam: o tempo, a memória, a ancestralidade, o afeto e a busca permanente por equilíbrio.”

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