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Zeca Torres e Karine Aguiar resgatam memória musical de Manaus com o ‘Rock Fluvial'

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Zeca Torres e Karine Aguiar resgatam memória musical de Manaus com o ‘Rock Fluvial'
Zeca Torres e Karine Aguiar resgatam memória musical de Manaus com o ‘Rock Fluvial'
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O Tropicalismo, enquanto movimento cultural de grande expressão nas décadas de 1960 e 1970 no Brasil espalhou seus ideais pelo país, inspirando artistas de diversas regiões. Na cidade de Manaus, o cantor amazonense Adelson Santos e seu grupo musical Extremo Norte, surgem como precursores das novas tendências musicais trazidas por este movimento, influenciando outros artistas mais jovens da cena musical que, até o final da década de 1960 era praticamente dominada por artistas “dubladores” que obtiveram status de verdadeiras celebridades locais através dos Festivais de Dublagem promovidos pelas lojas de LP’s que se instalaram em Manaus com o advento do projeto Zona Franca.

A canção “A menina e o rio”, de autoria dos compositores Wandler Cunha e Manaos Aristides, foi lançada nesta segunda-feira (20), na internet com mini-documentário e videoclipe, com produção executiva assinada por Ana Pri Santos (Porto de Lenha Produções) em parceria com o artista de audiovisual Jander Souza (Havillah Graphic Art), ambos profissionais que vêm despontando no setor criativo amazonense. A escolha da referida obra, escrita nos anos 1970, no entanto, não foi aleatória. Para os autores da canção, ela inaugura uma tendência que musical que os próprios batizaram de “Rock Fluvial”, isto é, uma versão amazônica do “Rock Rural”, tendência musical consolidada no Brasil naquele período que combinava uma atmosfera bucólica à psicodelia do rock n’ roll, por meio dos trabalhos de grupos como Os Mutantes, Sá, Zé Rodrix & Guarabyra, bem como, do próprio Raul Seixas e da cantora Elis Regina que, em diversas de suas obras, também receberam a alcunha do “Rock Rural”.

A parceria entre o compositor Zeca Torres e a cantora Karine Aguiar teve início em 2012, quando esta registrou as canções “Porto de Lenha” (Aldísio Filgueiras e Zeca Torres) e “Dia de Festa” (Zeca Torres) em seu primeiro CD “Arraial do Mundo”, produzido e gravado em Nova Iorque. No ano de 2013, Zeca Torres mostrou a canção “A menina e o rio” para Karine que, imediatamente se identificou com a obra. A partir de então, os dois passaram a interpretá-la em apresentações públicas quando, finalmente, em 27 de fevereiro de 2017, decidiram entrar em estúdio para fazer o registro fonográfico da obra, dia em que, coincidentemente, a cantora Karine Aguiar completou 30 anos de idade.

A gravação de “A menina e o rio” aconteceu em Manaus, no estúdio Jota Music (localizado na Zona Leste da cidade), tendo a participação de músicos amazonenses de diversas gerações como Marcelo Figueiredo e do próprio Zeca Torres nos violões; João Paulo Ribeiro (Percussão), Bernardo Lameiras (baixo elétrico) e do músico paraense Paulinho Assunção, também na percussão. Os arranjos instrumental e vocal da obra foram construídos de forma coletiva em estúdio por Zeca Torres, Karine Aguiar e pelos músicos participantes. A captação de áudio, mixagem e masterização ficaram sob a responsabilidade de Jefferson Sousa.

O videoclipe de “A menina e o rio”, bem como, um mini-documentário com os depoimentos de Zeca Torres e Karine estão disponíveis no YouTube gratuitamente. A canção também será disponibilizada para audição nas principais plataformas de streaming de música na internet nos próximos dias.  

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