O ar de Manaus melhorou nesta segunda-feira — e isso está longe de ser uma boa notícia. O sensor instalado no Centro registrou 56,1 microgramas de partículas finas por metro cúbico às 8h, índice 151 , ainda na faixa "ruim". É quatro vezes o teto que a Organização Mundial da Saúde considera seguro para um dia inteiro. No domingo, o mesmo aparelho marcou 184 µg/m³, doze vezes o limite. A cidade saiu do vermelho-escuro, mas segue respirando fumaça de queimada: nas últimas 24 horas o índice oscilou entre 52 e 101 µg/m³, sem nenhuma hora dentro do que se chama de ar limpo.
O que mudou de lugar foi a mancha. Vinte dos 62 municípios do Amazonas estão fora da faixa segura nesta manhã — eram 17 no domingo. O cerco se fechou no baixo Solimões e no médio Amazonas, onde o monitoramento aponta Careiro como a pior situação do estado, seguida de Silves, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Urucurituba. No mapa, é um anel laranja e vermelho em volta da capital. Em compensação, o oeste e o norte do estado voltaram ao verde: oito cidades estão com ar classificado como bom, o que não acontecia nos últimos dias.
Uma ressalva que o leitor precisa ter em mente: só Manaus tem sensor medindo o ar de verdade. Nos outros 61 municípios o número vem de modelo de satélite, que serve para comparar cidades entre si, mas tende a subestimar episódio de fumaça — ou seja, o interior pode estar pior do que o mapa mostra. Acompanhe a qualidade do ar hora a hora aqui : a página traz o número atual de Manaus, como ele variou nas últimas horas e a situação de cada município do Amazonas. Enquanto a fumaça não for embora, é o que diz quando dá para sair e quando é melhor ficar.
Aviso