Na segunda noite do Festival de Parintins de 2026, Isabelle Nogueira protagonizou um espetáculo de forte impacto visual e teatral no Bumbódromo, defendendo o item Cunhã-Poranga do Boi Garantido.
Vestindo uma indumentária confeccionada em tons de dourado, marrom e preto que remetia à pelagem e ao magnetismo de uma onça-pintada, ela surgiu no centro de uma imensa estrutura alegórica de 30 metros de largura por 25 de altura.

A alegoria retratava a lenda de "Kamara", uma criatura mítica da cosmologia dos povos indígenas Hexkaryana.

Antes mesmo do ápice da apresentação, Isabelle iniciou sua performance subindo os degraus da estrutura com movimentos felinos e rastejantes, incorporando a própria criatura da floresta.

O grande diferencial técnico foi a sincronia com os efeitos da alegoria: enquanto os olhos da imensa onça mecânica se acendiam e sua boca se movia expelindo fumaça, Isabelle evoluía bem no centro da engrenagem.

Ela simulava garras cortando o ar com os braços e alternava expressões faciais entre o transe místico e o vigor guerreiro, gerando a ilusão de que comandava o ser mitológico.

No clímax da toada "Deusa Cunhã", ela desceu para o chão da arena cercada por dançarinos que representavam os guerreiros Hexkaryana.

A apresentação foi encerrada com passos em ritmo frenético, combinando a dança folclórica tradicional com uma intensa encenação teatral, o que garantiu uma recepção calorosa da galera vermelha e branca.



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