O drama da falta de água em Manaus ganhou mais um capítulo — e, como de costume, o enredo se repete. Moradores do conjunto Francisca Mendes 2, no bairro Nova Cidade Zona Norte, estão revivendo o pesadelo do abastecimento intermitente. A situação escalou a ponto de exigir uma vistoria técnica da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) na rua Guaraçaí, após uma enxurrada de denúncias sobre secas repentinas na madrugada e ao longo do dia.
O caso escancara o descompasso entre o discurso de eficiência da concessionária Águas de Manaus e a realidade que escorre pelas torneiras da população.
O impacto da instabilidade do serviço público transfere para o bolso e para a rotina do cidadão o ônus da incompetência estrutural. Relatos colhidos durante a fiscalização expõem o malabarismo diário dos moradores para garantir o básico: moradores relatam que o sumiço da água segue um cronograma invisível, desaparecendo à meia-noite e retornando apenas às 6h da manhã.
O comerciante Amaury Expedito precisou instalar três caixas d'água em sua residência. Ainda assim, a pressão oscilante impede que os reservatórios fiquem cheios.
"Estou com a roupa suja acumulada", desabafou a moradora Maria Eliane Fonseca, ilustrando como a intermitência trava as tarefas domésticas mais simples.
A Ageman prometeu acionar a Águas de Manaus para exigir esclarecimentos e a instalação de um data log (equipamento para registrar os horários das falhas).
Para os usuários que continuam desamparados pela concessionária, a Ouvidoria da Ageman atende pelos seguintes canais (de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h):
Telefone: 0800 092 3511
WhatsApp: (92) 98842-2919 / (92) 98410-3247




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