Manaus/AM - Em apenas cinco meses de 2026, a concessionária Águas de Manaus voltou a acumular um volume expressivo de penalidades aplicadas pelo órgão regulador municipal. Segundo dados oficiais da Ageman, já são cerca de R$ 3,9 milhões em multas, resultado de uma série de irregularidades identificadas na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na capital amazonense. O número reforça um histórico de recorrentes problemas na atuação da empresa.
As autuações envolvem falhas consideradas básicas para a qualidade do serviço, como ausência de sinalização adequada em obras realizadas em vias públicas, cobrança indevida de tarifa de esgoto e problemas na recomposição asfáltica após intervenções. Também foram registrados casos de falta de comunicação sobre ocorrências que impactaram diretamente os usuários, evidenciando falhas na transparência e na gestão operacional.
Ao todo, foram emitidas 56 notificações no período, além de 13 autos de infração, o que indica não apenas episódios pontuais, mas uma sequência de não conformidades ao longo dos meses. Mesmo com fiscalizações e cobranças formais, as reincidências levantam questionamentos sobre a efetividade das correções adotadas pela concessionária e a continuidade das falhas na execução dos serviços.
Enquanto as multas seguem em fase de recurso administrativo, moradores de Manaus continuam convivendo com transtornos associados às intervenções da concessionária nas vias da cidade. O cenário expõe a persistência de problemas em um serviço essencial e reforça a pressão por melhorias concretas na qualidade do abastecimento de água e do esgotamento sanitário na capital.



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