Manaus/AM - O estado do Amazonas ocupa a 22ª posição no ranking nacional de rendimento médio mensal, o que o coloca como o sexto estado com o pior desempenho financeiro do país, segundo dados do IBGE. Com uma média de R$ 1.450, o rendimento do trabalhador amazonense está significativamente abaixo da média nacional, que é de R$ 2.264.
Os dados revelam uma profunda disparidade regional. Enquanto o Distrito Federal lidera isolado com uma renda média de R$ 4.401 — mais de três vezes o valor registrado no Amazonas —, os estados das regiões Norte e Nordeste continuam concentrando os menores índices de rendimento. Na região Norte, o Amazonas supera apenas o estado do Pará (R$ 1.435) e do Acre (R$ 1.372).
Essa realidade reforça os desafios socioeconômicos da região, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas à geração de emprego e à valorização salarial para reduzir o abismo de renda em relação aos estados do Centro-Sul do Brasil.
Ranking do Rendimento Médio Mensal por Estado
Confira a lista completa de todos os estados e o Distrito Federal, ordenados do maior para o menor valor:
Distrito Federal: R$ 4.401
São Paulo: R$ 2.862
Rio Grande do Sul: R$ 2.772
Santa Catarina: R$ 2.752
Rio de Janeiro: R$ 2.732
Paraná: R$ 2.687
Goiás: R$ 2.378
Mato Grosso do Sul: R$ 2.359
Mato Grosso: R$ 2.297
Minas Gerais: R$ 2.289
Espírito Santo: R$ 2.209
Tocantins: R$ 1.979
Rondônia: R$ 1.970
Roraima: R$ 1.870
Rio Grande do Norte: R$ 1.779
Sergipe: R$ 1.688
Amapá: R$ 1.675
Pernambuco: R$ 1.568
Paraíba: R$ 1.542
Piauí: R$ 1.534
Bahia: R$ 1.452
Amazonas: R$ 1.450
Pará: R$ 1.435
Alagoas: R$ 1.401
Ceará: R$ 1.379
Acre: R$ 1.372
Maranhão: R$ 1.231
*Média Nacional (Brasil): R$ 2.264
O cenário apresentado pelo IBGE coloca o Amazonas em uma posição de vulnerabilidade econômica latente, com um rendimento médio de R$ 1.450, valor que representa apenas 64% da média nacional (R$ 2.264). Esse abismo financeiro reflete não apenas as dificuldades de logística e o custo de vida elevado na região, mas também a dependência de setores específicos da economia que nem sempre conseguem distribuir renda de forma equitativa para toda a população.



