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El Niño castiga o Amazonas e pode causar seca prolongada, calor e mais incêndios até 2027

El Niño castiga o Amazonas e pode causar seca prolongada, calor e mais incêndios até 2027
Flutuantes estão em terra seca - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Manaus/AM - A seca na Amazônia pode se prolongar até março de 2027 devido à atuação de um El Niño de forte intensidade, segundo alerta divulgado pela Embrapa nesta terça-feira (6). A previsão aponta atraso no período chuvoso, temperaturas acima da média e agravamento do déficit hídrico na região.

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Solo já está rachado próximo à ponte - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

De acordo com a Embrapa, a Amazônia Legal deve enfrentar uma combinação de pouca chuva, ar mais seco e ondas de calor entre o fim de 2026 e o início de 2027. O cenário pode intensificar a vazante dos rios, afetar o transporte fluvial e aumentar o risco de incêndios em áreas de floresta e pastagem.

Na Amazônia Ocidental, que inclui o Amazonas, a previsão é de déficits de água mais acentuados e vazantes mais fortes. A redução dos níveis dos rios já dificulta o deslocamento de comunidades ribeirinhas e o transporte de alimentos, combustíveis e outros insumos.

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Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) citados pela Embrapa apontam que as chuvas abaixo do normal podem persistir até março de 2027. Em Manaus, o rio Negro registrou 24,09 metros em 1º de setembro, 2,59 metros abaixo do nível observado no mesmo período de 2025. Em Itacoatiara, o rio Amazonas estava em 9,95 metros, contra 12,13 metros no ano anterior.

Risco de incêndios aumenta

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Incêndio em Cacau Pirêra - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

A combinação entre calor, baixa umidade e déficit de chuva deve elevar ainda mais o risco de queimadas na Amazônia. O Cemaden também apontou, no boletim mais recente do Painel El Niño, uma intensificação da seca no Norte e aumento dos alertas relacionados ao risco de fogo.

Entre os efeitos previstos estão a redução da umidade do solo e dos lençóis freáticos, perda de pastagens, estresse hídrico em lavouras, mortalidade de peixes e dificuldades para a navegação.

A Embrapa também alerta para o fenômeno chamado de “seca verde”, quando a vegetação permanece aparentemente verde, mas perde umidade e valor nutritivo devido à falta de água no solo.

O Painel El Niño formado por órgãos como Inmet, Inpe, ANA, Cemaden e SGB ratifica que o fenômeno pode permanecer até pelo menos o início de 2027. Para o trimestre entre outubro e dezembro, a previsão é de chuvas abaixo da média em grande parte do Norte, enquanto as temperaturas devem ficar acima do normal em quase todo o país.

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