Manaus/AM - A estiagem provocada pelo El Niño pode aumentar em até 147% o custo do transporte marítimo de contêineres em Manaus, segundo estudo da A&M Infra, da Alvarez & Marsal, elaborado para a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC).
O percentual considera o cenário mais severo, com redução do calado na Hidrovia da Barra Norte de 11,5 metros para 8,3 metros. Nesse caso, a capacidade de transporte de cargas cairia 55%.
O levantamento também aponta que uma redução de 2 metros no calado faria a capacidade dos navios diminuir 35%, enquanto o custo por contêiner cheio subiria 63%.
A baixa navegabilidade pode ainda provocar atrasos, mudanças de rota, transbordos e dificuldade no transporte de contêineres vazios. Como as embarcações seguem escalas regulares, os impactos em Manaus podem se espalhar para outros portos e comprometer toda a cadeia logística.
O estudo considera custos como combustível, afretamento, praticagem, operação e armazenagem. Entre as alternativas, está o uso do transporte rodoviário entre Santos e Manaus, considerado mais caro e demorado.
A preocupação aumenta diante da previsão de um El Niño intenso em 2026 e 2027 e da possibilidade de redução dos níveis dos rios da Região Norte. Em 2023, durante uma forte seca, o calado da Barra Norte chegou a 6,5 metros, afetando o transporte de cargas na região.
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