
O empresário Marcos Antônio Ribeiro da Cruz está movendo um processo contra o juiz arbitral Marcelo Gonçalves de Oliveira por agressão e ameaça de morte. De acordo com termo circunstaciado de ocorrência que tramita na 15ª Vara do Juizado Especial Criminal, Gonçalves, acompanhado de seguranças, espancou violentamente o empresário. A agressão ocorreu há oito meses, mas o caso ganhou repercussão agora por causa do envolvimento do juiz arbitral em outro episódio que tem como vítima de ameaças a advogada Maria José Rodrigues Menescal de Vasconcelos.
A Ordem dos Advogados do Brasil, em nota, diz que Marcelo usa indevidamente a carteira de juiz arbitral e move um procedimento administrativo contra ele, que também é advogado e exerce a profissão.
De acordo com boletim de ocorrência registrado no 5º Distrito Integrado de Polícia, Marcelo Gonçalves, acompanhado de dois seguranças espancou Marcos Antônio quando ele procurou o advogado para saber qual o motivo de ele ter chamado sua filha de garota de programa.
Marcos disse que foi a casa de uma mulher identificada apenas por Tamia, no bairro do Lírio do Vale, para a conversar com Marcelo. A vítima disse revelou que o advogado estava acompanhado de dois homens e quando a conversa começou os ânimos se afloraram e os seguranças e o rival o jogaram no chão e o espancaram a socos e pontapés.
O empresário disse ainda que três dias depois estava no Amazonas Shopping, acompanhado de seu filho menor de idade, quando Marcelo se aproximoue e disse: “você ainda não cansou de apanhar, agora pra ti só resta morrer”.
Carteira
Marcelo Gonçalves usa uma carteira de juiz arbitral. Em nota a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Amazonas, diz que a utilização do documento é ilegal e proibida pelo Conselho Nacional de Justiça.

