O cenário ambiental no Amazonas acendeu o sinal vermelho. Com 1.445 focos de calor detectados ao longo deste mês, agosto se consolidou como o período mais crítico do ano para o estado. O volume representa um salto drástico de 407% em relação ao início do mês, quando o monitoramento contabilizava apenas 285 registros.
A situação é puxada principalmente por dois municípios do sul amazonense: Apuí lidera o ranking disparado com 532 ocorrências, seguido por Novo Aripuanã, com 214. Juntas, as duas cidades respondem por mais de 50% de todo o fogo mapeado em território amazonense.
O mapa das queimadas concentra-se fortemente na calha sul, afetando também cidades como Maués, Manicoré, Lábrea, Humaitá, Manacapuru, Autazes, Careiro e Canutama.
Por trás da explosão nos números está o avanço severo da estiagem. A combinação de chuvas escassas e altas temperaturas cria o ambiente perfeito para a propagação rápida das chamas, ameaçando a vegetação nativa e elevando o risco de piora drástica na qualidade do ar para a população da região.



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