Manaus/AM - A fumaça das queimadas voltou a encobrir Manaus na manhã deste domingo (8), provocando piora na qualidade do ar em diferentes regiões da capital. O cenário está relacionado ao avanço de incêndios no Baixo Amazonas e no oeste do Pará, de onde a fumaça é transportada pelas condições atmosféricas.

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram níveis de poluição classificados como ruins em pontos da cidade durante a manhã.
Na zona norte, o bairro Cidade Nova registrou concentração de 64,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas (PM2,5), às 9h30. No Morro da Liberdade, na zona sul, o índice chegou a 54,2 µg/m³. Já na Redenção, zona centro-oeste, a medição foi de 60,8 µg/m³, no mesmo horário.

Na noite de sábado (7), a situação já era preocupante. A Prefeitura de Manaus informou que a média de 11 sensores da plataforma PurpleAir chegou a 71,8 µg/m³, às 18h. Em outros pontos monitorados pelo Selva, os índices ultrapassaram 90 µg/m³, com registros de 98,1 µg/m³ no Armando Mendes e 94,8 µg/m³ no Morro da Liberdade.assentamento Vila Amazônia e a terra indígena Andirá-Marau.
Apesar das ações, incêndios provocados continuam dificultando o trabalho das equipes e contribuindo para a dispersão da fumaça.
Qualidade do ar
A concentração de partículas poluentes voltou a atingir níveis preocupantes em Manaus. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram índices acima de 128 µg/m³ na zona oeste e de 188 µg/m³ na zona norte da capital, classificação considerada péssima.
No interior, Itacoatiara registrou 203 µg/m³ e Urucurituba chegou a 164 µg/m³, também em níveis péssimos. Silves e Maués apresentaram qualidade do ar muito ruim, com 75 µg/m³ e 99 µg/m³, respectivamente.
A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos e na garganta, além de agravar problemas respiratórios.
Portal do Holanda
Vídeo
Aviso