Manaus/AM - O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) negou que o Governo do Estado tenha recusado apoio do Governo Federal para combater os incêndios florestais. Em nota, a corporação afirmou que solicitou reforço federal em setembro, com prioridade para o envio de aeronaves.
Segundo o CBMAM, o primeiro pedido foi formalizado em 18 de setembro e reiterado durante uma reunião por videoconferência, no dia 25 do mesmo mês, com representantes do Governo Federal.
Na ocasião, a corporação explicou que o envio de bombeiros de outros estados poderia ajudar nas operações, mas destacou que a principal necessidade do Amazonas era ampliar o suporte aéreo.
"O pedido foi reiterado durante reunião por teleconferência, com representantes do Governo Federal, realizada no dia 25 de setembro, ocasião em que o CBMAM esclareceu que o envio de efetivo por meio do Plano RESPAD poderia contribuir com as operações, mas destacou que a principal necessidade do estado era o reforço aéreo", diz a nota .
A prioridade, conforme a nota, está relacionada às características geográficas do estado: "A prioridade decorre das particularidades geográficas do Amazonas, onde grandes distâncias, áreas isoladas e dificuldades de acesso terrestre e fluvial limitam o deslocamento das equipes, tornando o emprego de aeronaves fundamental para alcançar determinados focos de incêndio".
O CBMAM também esclareceu que o Plano RESPAD, que prevê a mobilização de bombeiros militares de outras unidades da Federação, depende da disponibilidade e da autorização dos respectivos governos estaduais. Portanto, segundo a corporação, esse efetivo não é um recurso disponibilizado diretamente pela União.
Ao final, o Governo do Amazonas reafirmou que permanece aberto à cooperação. “A atuação integrada entre os governos federal, estadual e municipais é fundamental para enfrentar os desafios impostos pelas condições geográficas e climáticas da região”, destacou o comunicado.
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