Manaus/AM - O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil público para apurar a responsabilidade sobre os danos ambientais e os riscos à saúde da população causados por um suposto vazamento de gás estireno na fábrica da Videolar-Innova S/A (unidade IV), localizada na capital amazonense.
O incidente, ocorrido em meados de julho, espalhou um forte odor químico por diversos bairros da cidade. A investigação é conduzida pela 49ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph), sob a responsabilidade da promotora de Justiça Ana Cláudia Daou.
Perigo à saúde pública e desdobramentos
A apuração teve início após denúncias de que o composto químico — utilizado na fabricação de plásticos e resinas — teria se dispersado pela atmosfera. A exposição ao gás estireno representa sério risco de intoxicação, podendo provocar:
Sintomas imediatos: Irritação intensa nos olhos e nas vias aéreas superiores (nariz e garganta).
Efeitos neurológicos: Dores de cabeça, tonturas, fadiga e náuseas.
Prazos e cobrança a órgãos ambientais
Diante do potencial impacto do vazamento, a promotoria fixou o prazo de 10 dias para que órgãos de fiscalização apresentem laudos detalhados sobre a conduta da empresa e os prejuízos causados:
Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam): Deve entregar a documentação do licenciamento ambiental da indústria, além dos relatórios da fiscalização realizada no local após o incidente do dia 16 de julho.
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas): Precisa enviar avaliações técnicas e comprovar se instaurou procedimentos administrativos para medir o dano ambiental e os riscos reais à saúde dos moradores.
As informações coletadas servirão de base para que o Ministério Público defina eventuais sanções administrativas, civis ou criminais à empresa.



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