A presidente do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral (COJE), juíza Lídia de Abreu Carvalho, participou da terceira edição do programa STF Escuta Territorializada, realizado no Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. A iniciativa, promovida em parceria com a Ouvidoria do Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu 46 lideranças e estudantes indígenas de diferentes territórios baianos para debater temas como proteção territorial, combate ao racismo e acesso a direitos básicos.
Durante o encontro, a juíza acompanhou de perto a condução dos trabalhos ao lado da juíza-ouvidora do STF, Flávia da Costa Viana, e destacou a relevância da atuação do COJE nesse movimento de aproximação entre o Judiciário e as comunidades originárias.
Para Lídia de Abreu Carvalho, a participação no programa reafirma o compromisso das ouvidorias com a escuta qualificada e com a construção de uma Justiça mais acessível e sensível às diferentes realidades sociais e culturais do país. "Participar desse encontro reafirma o compromisso absoluto das Ouvidorias com a escuta qualificada, o diálogo territorial e a construção de uma Justiça cada vez mais acessível, inclusiva e sensível às diferentes realidades sociais e culturais do nosso país", afirmou a magistrada.
A presidente do COJE também fez questão de ressaltar e parabenizar o trabalho conduzido pela juíza-ouvidora do STF à frente da iniciativa. "É uma honra ver o COJE integrado a este movimento de ir ao encontro das comunidades para ouvir, dialogar e construir caminhos efetivos de transformação", declarou.
A presença de Lídia de Abreu Carvalho no encontro se insere em um esforço mais amplo de transformar a atuação das ouvidorias do Judiciário, que deixam de responder apenas a demandas pontuais para adotar uma postura proativa, atenta às particularidades culturais dos povos originários.
Durante a atividade, realizada em parceria com a Licenciatura Intercultural Indígena e o Instituto de Letras da UFBA, os participantes relataram dificuldades como a morosidade nos processos de demarcação de terras, conflitos territoriais, episódios de discriminação e barreiras no acesso à saúde e à educação fora das aldeias. Como desdobramento, foram elaboradas cartas coletivas com diagnósticos e propostas de melhoria, além do início de um mapeamento de lideranças que atuarão como interlocutoras entre os territórios e os canais da Justiça.
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