Manaus/AM - O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a situação das queimadas no Amazonas é mais grave do que esperava e apontou indícios de incêndios criminosos em áreas de floresta preservada. A declaração foi feita neste domingo (11), após um sobrevoo por regiões atingidas pelo fogo.
“Identificamos muitos focos de incêndio no meio da floresta preservada”, afirmou Capobianco durante entrevista coletiva na Base Aérea de Manaus.
Segundo o ministro, parte dos incêndios pode ter começado em pastagens e avançado para a vegetação nativa. No entanto, a presença de diversos focos isolados dentro da floresta levantou suspeitas de que o fogo esteja sendo provocado intencionalmente para degradar a área e facilitar o desmatamento.
“Esse é o problema grave, porque indica claramente que são incêndios criminosos com o objetivo de degradar a floresta e posteriormente buscar a derrubada na sequência”, declarou.
Capobianco também cobrou uma atuação mais rigorosa das forças de segurança para identificar e punir os responsáveis. Ele pediu que o governo estadual mobilize a Polícia Militar, além do Corpo de Bombeiros, para reforçar as ações.
“É fundamental que esses indivíduos que estão agindo criminosamente vejam que serão punidos”, disse o ministro, que também defendeu o combate à impunidade na região.
Operação de combate
O governo federal mobilizou 11 aeronaves e 290 brigadistas para atuar no combate aos incêndios no Amazonas. De acordo com Capobianco, as operações aéreas dependem das condições meteorológicas, que dificultaram os voos no início do domingo.
“Todas as equipes estão de prontidão”, afirmou, ao explicar que os trabalhos serão intensificados sempre que houver condições seguras para as operações.
O ministro acrescentou que a força-tarefa permanecerá no estado até que os focos que prejudicam a população de Manaus sejam apagados, conforme orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A fumaça das queimadas tem afetado a qualidade do ar na capital amazonense. No sábado (10), o governo federal reconheceu situação de emergência em 36 municípios do estado atingidos pelos incêndios.
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