Manaus/AM - O bairro Santa Etelvina, na zona norte da capital, vive um verdadeiro colapso social após quatro dias sem água nas torneiras. Famílias inteiras relatam que estão comprando galões de água mineral para cozinhar e até para lavar louça, enquanto outras recorrem a vizinhos de áreas menos afetadas para conseguir alguns litros. A situação, descrita pelos moradores como “humilhante”, levou à realização de protestos na comunidade.
A concessionária Águas de Manaus afirma que o problema decorre de uma manutenção elétrica no sistema Mundo Novo, responsável pelo abastecimento da região, e promete normalização gradual até 12 horas após o término dos reparos previstos para a noite esta quinta-feira (30). Enquanto isso, a empresa disponibilizou carros-pipa, mas moradores denunciam que o serviço não chega a todos e que a distribuição é insuficiente diante da demanda.
“Estamos vivendo como se fosse racionamento de guerra. Não temos água para tomar banho, para cozinhar, para nada. É desumano”, disse uma moradora durante a manifestação. Outro residente afirmou que a comunidade está sendo tratada como “cidadãos de segunda classe”, já que o problema se repete em diferentes bairros e nunca há solução definitiva.
O episódio reacende críticas contra a concessionária e contra a falta de fiscalização da Ageman. Parlamentares já denunciaram que a empresa interrompe o abastecimento de forma rotineira, muitas vezes sem aviso prévio, deixando a população refém de falhas constantes em um serviço essencial.



