Manaus/AM - Moradores da rua Planalto 3, na comunidade Gilberto Mestrinho, bairro Nova Vitória, Zona Leste de Manaus, enfrentam uma crise sanitária severa. Há mais de dois meses, os banheiros das residências estão inutilizados devido ao retorno de dejetos causado pelo entupimento da tubulação central da concessionária Águas de Manaus.
De acordo com relatos locais, a situação é extrema. Diante da impossibilidade de usar os vasos sanitários, famílias inteiras estão sendo obrigadas a improvisar para fazer as necessidades fisiológicas cotidianas.
O problema teve início após uma obra realizada pela concessionária entre o final de 2022 e o início de 2023, que prometia implantar uma rede de esgotamento sanitário na área. No entanto, o resultado prático foi o oposto do esperado.
"Programaram essa tubulação aqui que a proposta era melhorar a qualidade de vida dos moradores que aqui se encontram, né? E o que aconteceu é isso. Você ao dar a descarga no seu banheiro, as fezes não descem. Ficam é retornando. Por não descer, alaga e fica retornando", explicou o morador Antônio Macena, de 52 anos.
A comunidade passou semanas tentando entender a origem do problema.
"A gente acreditava que o problema fosse na tubulação da residência. E começamos a procurar o defeito, quando a gente fez a descoberta do tubo que desconectou. Tudo que estava na tubulação central aqui retornou. Começou a jorrar lá em cima, mostrando que o problema não era na tubulação da residência, mas sim na tubulação central que está entupida. E a questão não é que é só na minha casa, é em todos os moradores por isso aqui dessa rua", completou Macena.
A gravidade do entupimento paralisou a rotina dos moradores e gerou uma situação de calamidade pública na via, que já dura mais de dois meses sem resolução.
"Isso já tem 67 dias que está nessa situação. As pessoas fazendo cocô em sacolas para o lixeiro levar, porque os seus banheiros estão inutilizados até o momento. Sem uso de banheiro e esgoto é complicado, viu?", desabafou o morador.
Antônio Macena aponta ainda que a comunidade tentou resolver o problema de forma independente, mas a extensão do dano exige maquinário e intervenção técnica oficial da empresa.
"Olha como é que não está a rua aí, toda escavada de gente procurando o problema na sua tubulação, quando o problema era na tubulação central. Eles [equipe da concessionária] passaram três dias aqui para desentupir essa tubulação que estava aqui. E aí agora, como está tudo entupido novamente, a gente acredita que aqui esteja a solução para isso, mas quem tem que fazer isso é a empresa responsável, e não os moradores. A gente aguarda uma providência por parte da empresa responsável para que possa minorar o problema que está causado aqui e trazendo um pouco mais de tranquilidade", concluiu.



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