O governador do Amazonas, Roberto Cidade, determinou o reforço imediato da fiscalização e a punição rigorosa aos responsáveis por incêndios criminosos no estado.
A decisão foi alinhada na manhã deste domingo (18/10), durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec) para balanço das operações regionais.

Até o momento, 11 pessoas foram presas no município de Autazes por envolvimento em crimes ambientais.
Para conter a situação, o governo reforçou a presença policial na Região Metropolitana de Manaus e nas rodovias estaduais, mobilizando mais de 100 agentes do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e 25 viaturas nas áreas críticas.
"Estamos vivendo um momento crítico que exige a atuação de todos. Determinei o aumento da repressão para identificar quem está provocando queimadas. Não vamos permitir que ações irresponsáveis coloquem em risco vidas, residências e plantações", afirmou o governador.
Entre 1º de junho e 17 de outubro, o Corpo de Bombeiros (CBMAM) combateu 22.974 focos de calor e atendeu 3.748 ocorrências de incêndios urbanos e florestais no Amazonas. Atualmente, cerca de 1,5 mil agentes e 96 viaturas estão mobilizados em 36 municípios.

Segundo o comando do CBMAM, os efeitos do fenômeno El Niño — como temperaturas elevadas e baixa umidade — agravam o cenário, mas a ação humana deliberada tem sido o principal fator para o alastramento do fogo.
Dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) indicam que o Amazonas registra 8.165 focos de calor até o momento, ocupando a quarta posição entre os estados da Amazônia Legal. A fumaça encobrindo Manaus no último fim de semana também sofreu forte influência de queimadas no noroeste do Pará, em cidades como Óbidos e Juruti.
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