Manaus/AM - A Operação Ágata Amazônia 2026, coordenada pelo Ministério da Defesa, foi concluída com a neutralização de 62 dragas utilizadas no garimpo ilegal e a apreensão de mais de 15 toneladas de drogas na região de fronteira do Amazonas. O balanço final das ações, realizadas entre os dias 6 de abril e 13 de maio, foi apresentado nesta quinta-feira (14), em Manaus, pelo Comando Conjunto Harpia.
As operações ocorreram principalmente na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, considerada estratégica no combate aos crimes ambientais e transfronteiriços. Segundo as Forças Armadas, 50 das dragas foram inutilizadas durante uma única ação no Alto Solimões, no início de maio. Os militares informaram ainda que não houve confrontos ou feridos durante a operação e que a presença das equipes levou também à paralisação de 117 balsas que atuavam ilegalmente na região.
No combate ao tráfico de drogas, a maior apreensão ocorreu em uma ação conjunta entre Brasil e Peru, quando cerca de 14 toneladas de maconha do tipo skunk foram localizadas às margens do Rio Javari, em território peruano. Em outra operação realizada no dia 5 de maio, militares dos dois países apreenderam 985 quilos da droga durante patrulhamento no mesmo rio. Ao todo, também foram recolhidas 23 armas de fogo e mais de 3 mil munições.
A operação mobilizou mais de 2,1 mil militares da Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira, além de agentes de órgãos como Polícia Federal, Ibama, ICMBio, Funai e Receita Federal. Paralelamente às ações de repressão, a Operação Ágata promoveu atendimentos humanitários em 29 comunidades indígenas e ribeirinhas, realizando mais de 16 mil procedimentos de saúde e distribuindo medicamentos e kits odontológicos. Segundo o comando da missão, as ações buscaram aliar segurança, combate aos crimes ambientais e apoio social às populações da Amazônia.




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