Iniciada em maio, mobilização antecipou o transporte de materiais e equipamentos para todas as regiões do estado; operação alcança os 61 municípios do interior e comunidades isoladas do Amazonas
Com a aceleração da descida dos rios e o aumento das dificuldades de navegação no Amazonas, a Âmbar Energia mobilizou o time de operações e logística para preservar o fornecimento de energia elétrica no interior do estado. Nos últimos quatro meses, a concessionária antecipou o transporte de materiais, reforçou estoques e mobilizou equipes para atender cidades e comunidades isoladas em todas as calhas de rios. Todos os 61 municípios do interior do estado foram contemplados com as ações.
A mobilização começou ainda em maio, um mês após a Âmbar assumir a concessão, e antes do período mais crítico da estiagem. Desde então, aproximadamente 1.350 toneladas de materiais, como postes, transformadores, cabos, cruzetas, peças para manutenção e componentes de reposição, foram enviadas ao interior a fim de garantir maior autonomia às usinas que abastecem os sistemas isolados.
A operação também alcança comunidades isoladas, com atenção especial às localidades onde a redução do nível dos rios pode limitar ou até impedir a chegada de embarcações de maior porte. O objetivo é garantir que as equipes locais tenham estrutura para realizar intervenções emergenciais sem depender da chegada imediata de suprimentos que partem de Manaus.
Para o diretor de operações da Âmbar Energia, Marney Tadeu, a dimensão territorial do estado exige planejamento antecipado e acompanhamento permanente. “No Amazonas, não podemos esperar a vazante chegar para começar a agir. A preparação precisa ocorrer com meses de antecedência. Antecipamos o transporte de materiais, reforçamos estoques e mobilizamos equipes para proteger o abastecimento de todas as regiões, principalmente das localidades mais distantes e de acesso mais difícil”, afirma Marney.
Com alcance nos 61 municípios do interior, a Operação Vazante abrange as nove calhas do Amazonas: Alto, Médio e Baixo Solimões; Juruá; Purus; Madeira; Médio e Baixo Amazonas; e Rio Negro. Uma equipe acompanha diariamente os níveis dos rios e as condições de acesso aos portos, permitindo antecipar remessas, redirecionar embarcações e adotar rotas alternativas sempre que necessário.
Estratégia e prevenção
O trabalho preventivo desenhado pela concessionária inclui a revisão de equipamentos, inspeções nas redes elétricas, reforço dos estoques de peças, acompanhamento das unidades geradoras e definição de planos de contingência para localidades consideradas mais vulneráveis.
Em atenção ao período da seca, a Âmbar também reforçou suas equipes técnicas e operacionais. Centenas de profissionais estão envolvidos direta ou indiretamente na operação, incluindo eletricistas, técnicos, engenheiros, operadores, profissionais de logística e trabalhadores do transporte fluvial.
A preparação teve início pouco depois de a Âmbar assumir a distribuição de energia no Amazonas, em abril. Em maio, representantes da concessionária participaram de reuniões técnicas com a Defesa Civil do Estado para conhecer os prognósticos hidrológicos e alinhar medidas preventivas para a estiagem.
Em seguida, no dia 30 de maio, uma balsa partiu de Manaus para abastecer municípios das calhas dos rios Juruá e Japurá. O envio antecipado permitiu formar estoques estratégicos antes que a diminuição do nível das águas comprometesse a circulação de embarcações.
A mobilização inicial contemplou localidades como Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Japurá, Envira e Maraã. Desde o começo da operação, mais de 15 viagens de balsas e ferry boat foram realizadas. A logística é atualizada conforme as condições de navegabilidade. A partir dessas informações, a Âmbar revisa as necessidades de cada município, antecipando o transporte para as áreas com maior risco de isolamento.
O planejamento também incorporou cenários de redução mais acelerada dos rios, necessidade de viagens adicionais e restrições à operação de embarcações de grande porte. Com a Operação Vazante, a concessionária busca reduzir os riscos provocados pela estiagem e assegurar que as dificuldades logísticas não comprometam o fornecimento de energia para residências, hospitais, escolas, comércios, serviços públicos e atividades produtivas no interior do Amazonas.
Aviso