Manaus/AM - O que deveria ser um serviço básico essencial transformou-se em dias de improviso e indignação para os moradores do bairro Santa Etelvina, na Zona Norte. Somente nesta terça-feira (5), quase uma semana após uma pane elétrica interromper o abastecimento no reservatório Mundo Novo, equipes de regulação foram a campo para verificar se a água, finalmente, estava chegando às torneiras.
A falha no poço que atende a localidade expôs a vulnerabilidade do sistema operado pela concessionária Águas de Manaus. Sem água em casa, a população foi obrigada a recorrer a soluções paliativas: de um lado, o paliativo insuficiente dos caminhões-pipa; do outro, a solidariedade de poços comunitários em bairros vizinhos, como o Jardim Fortaleza.
O impacto do desabastecimento não se restringe à falta de banho ou higiene básica, mas afeta diretamente a economia doméstica e o sustento de quem trabalha em casa. A cozinheira Íris da Silva relatou o acúmulo de tarefas e o prejuízo no dia a dia. Embora o serviço tenha começado a retornar gradualmente no sábado (2), a plena normalização e a pressão adequada da água só se tornaram realidade dias depois.
Embora a Ageman (Agência Reguladora) afirme estar monitorando a retomada para garantir que não haja intermitência, o episódio levanta questionamentos sobre a manutenção preventiva dos equipamentos da concessionária.
Para o consumidor que se sente lesado pela demora no atendimento ou pela falta de assistência durante o período crítico, a orientação é formalizar a denúncia. Caso a concessionária não resolva o problema prontamente, o cidadão deve recorrer à Ouvidoria da Ageman (0800-092-3511 ou WhatsApp 98842-2919), exigindo o cumprimento do contrato de concessão que prevê a continuidade do serviço.



