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Perícia não encontra sinais de edição em vídeo da defesa de Juliana Brasil e contrasta com declarações do delegado

Perícia não encontra sinais de edição em vídeo da defesa de Juliana Brasil e contrasta com declarações do delegado

Um laudo pericial oficial concluiu que o vídeo apresentado pela defesa da médica Juliana Brasil Santos não contém sinais de edição, cortes ou inserções. O resultado contrasta com declarações feitas pela Polícia Civil durante a investigação, segundo as quais a gravação teria sido adulterada. O material buscava demonstrar uma possível falha no sistema de prescrição do Hospital Santa Júlia, em Manaus, onde o menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, morreu após receber adrenalina por via intravenosa, em novembro de 2025.

O Laudo nº 26-13403 foi elaborado pelo perito criminal Fábio Antonio Silva Ferreira, do Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista, e juntado ao processo em 20 de outubro de 2026, na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus. Ao responder aos quesitos formulados pela autoridade policial, o perito afirmou não ter encontrado marcas de cortes, supressões ou inserções no arquivo examinado. Na fase de investigação, o delegado Marcelo Martins de Almeida Silva havia afirmado que a gravação fora adulterada.

O que o vídeo mostra

A gravação exibe uma pessoa usando um computador para preparar a prescrição de adrenalina. De início, o medicamento já aparece indicado para aplicação na veia, com dose e quantidade de soro preenchidas. Um caderno posicionado diante do monitor encobre parte da tela, o que impede saber como esses valores foram inseridos.

Na sequência, quando a pessoa seleciona a via inalatória, a dose e o volume de soro se alteram, sem que se veja alguém modificar esses campos. Em seguida, ao escolher a opção “Solução”, a indicação da via de aplicação desaparece e, ao reabrir a lista, apenas a alternativa intravenosa fica disponível. A perícia confirmou essa sequência de mudanças, mas não conseguiu determinar o que as provocou.

Segundo o laudo, o caderno à frente do monitor não configura adulteração digital, ainda que impeça a verificação de parte das operações.

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A investigação por fraude processual envolvendo o vídeo já havia sido arquivada pelo Ministério Público do Amazonas em maio de 2026.

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