Com a proximidade do 59º Festival Folclórico de Parintins, a Marinha do Brasil inicia, nesta segunda-feira (22), a fase mais intensa da Operação Parintins 2026. O principal marco da ação é a ativação do tradicional posto de fiscalização fluvial "Chapa Quente", posicionado estrategicamente no Rio Negro, nas proximidades do Encontro das Águas.
A estrutura funcionará de forma ininterrupta, 24 horas por dia, até o dia 26 de junho, data de abertura do festival. O objetivo central é vistoriar todas as embarcações de transporte de passageiros que partirem do Porto de Manaus rumo ao município de Parintins.
Tolerância zero contra a superlotação
Para garantir a segurança das cerca de 100 mil pessoas esperadas na rota fluvial este ano, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) escalou 239 militares para atuar em regime de revezamento exclusivo no posto da Chapa Quente.
Durante as abordagens, a fiscalização focará de forma rigorosa em três pilares fundamentais: a contagem precisa de passageiros para impedir a superlotação, a inspeção minuciosa das condições e validade dos equipamentos de salvatagem (como coletes e boias), e a verificação detalhada da documentação dos barcos e dos tripulantes.
O histórico recente comprova a eficácia deste trabalho preventivo: graças ao rigor das vistorias, a região não registrou nenhum acidente fluvial durante o período do festival nos anos de 2023, 2024 e 2025.
Megaestrutura de segurança nos rios e atuação integrada
Coordenada pelo Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN), a operação mobiliza este ano um contingente total de 400 militares e uma robusta frota de monitoramento. Além do posto da Chapa Quente na capital, a Marinha manterá bases fixas de fiscalização nas cidades de Itacoatiara e Parintins.
A força-tarefa naval e aeronaval contará com o emprego de dois Navios-Patrulha Fluvial, um Navio de Assistência Hospitalar e dois helicópteros UH-12 “Esquilo”. O patrulhamento será reforçado ainda por outras 20 embarcações menores, incluindo lanchas blindadas, barcos de apoio e motos aquáticas.
Nesta edição, a segurança nos rios ganha o reforço de uma rede integrada de proteção social e jurídica. Representantes da Polícia Militar do Amazonas, do Juizado da Infância e da Juventude, do Conselho Tutelar e de secretarias estaduais e municipais ligadas aos direitos humanos e assistência social atuarão em conjunto com os militares na base da Chapa Quente.
O "Passe": passaporte para uma viagem mais rápida
Para evitar longas filas e atrasos na Chapa Quente, a Marinha ofereceu a opção de vistorias prévias. Até o dia 16 de junho, já haviam sido emitidos 221 Passes, que funcionam como uma certificação de que a embarcação está totalmente apta, agilizando a liberação no posto de controle.
Os responsáveis pelos barcos que não solicitaram o documento antecipadamente ainda poderão seguir viagem, mas a embarcação terá de ser submetida a uma inspeção completa e detalhada no meio do rio, sendo liberada apenas se cumprir todas as exigências da Autoridade Marítima.




Aviso