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PF e Ibama fecham estaleiro clandestino que fabricava dragas para o garimpo ilegal em Manaus

PF e Ibama fecham estaleiro clandestino que fabricava dragas para o garimpo ilegal em Manaus
Divulgação

Em uma ofensiva para sufocar a logística do garimpo ilegal na Amazônia, a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fecharam um estaleiro clandestino na última sexta-feira (26). O local funcionava como uma fábrica de estruturas flutuantes de grande porte que abasteciam a mineração criminosa nos rios da região.

A operação foi desencadeada após investigações do setor de inteligência identificarem que o estabelecimento, localizado na capital amazonense, operava completamente à margem da lei, sem qualquer tipo de licença ambiental ou autorização administrativa.

Durante a fiscalização, os agentes flagraram a construção de uma nova draga — embarcação utilizada para sugar o leito dos rios em busca de minérios. Além disso, foi apreendido um verdadeiro arsenal de componentes industriais pesados:

  • Estruturas metálicas e tubulações de grande porte;

  • Válvulas hidráulicas e conexões reforçadas;

  • Cabeçotes de sucção específicos para sistemas de dragagem.

De acordo com as autoridades, os materiais comprovam que o estaleiro era peça-chave na cadeia logística do crime organizado, adaptando e fornecendo maquinário pesado para a destruição dos ecossistemas amazônicos.

Os Impactos Ambientais: O uso desse tipo de draga provoca danos irreversíveis aos rios da região, incluindo o assoreamento dos cursos d'água, a destruição de habitats aquáticos e a grave contaminação por mercúrio, que ameaça a saúde das populações locais.

A estratégia das forças de segurança agora é mirar no bolso e na estrutura dos criminosos, indo além dos acampamentos de garimpo e focando em quem fabrica, transporta e financia os equipamentos.

Os responsáveis pelo estaleiro clandestino poderão responder por infrações administrativas e crimes ambientais. Além disso, a PF investiga o crime de usurpação de bens da União, devido à exploração mineral ilegal em leitos fluviais. Os desdobramentos da operação buscam identificar os financiadores e os reais destinatários das dragas.

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