A promessa de eficiência e universalização dos serviços básicos volta a ser colocada à prova na capital amazonense. Uma moradora do bairro Morro da Liberdade, na Zona Sul de Manaus, enfrentou um verdadeiro calvário institucional: ficou mais de 15 dias com as torneiras completamente secas, mesmo após registrar cinco protocolos nos canais oficiais de atendimento da concessionária Águas de Manaus.
A negligência por parte da empresa só começou a ser revertida após a intervenção da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), que notificou formalmente a concessionária. O episódio expõe a distância entre o discurso de excelência corporativa e a realidade enfrentada pelo consumidor na ponta.
O drama teve início antes de 18 de setembro, data em que familiares da usuária recorreram à Ageman após acumularem dez dias de desabastecimento total. A promessa inicial da concessionária — que garantiu o envio imediato de uma equipe técnica — revelou-se vazia.
Em novas averiguações nos dias 21 e 22 de setembro, a equipe reguladora constatou que a visita técnica nunca aconteceu e que o imóvel permanecia sem uma gota d'água, ultrapassando a marca inaceitável de quinzenas consecutivas de privação de um bem essencial.
Cobrança Rigorosa e Prazo Limite
Diante do evidente descaso, o diretor-presidente da Ageman, Ebenezer Bezerra, destacou o papel de fiscalização do órgão diante da omissão da empresa. A autarquia municipal determinou que a Águas de Manaus cumpra, em no máximo 24 horas, as seguintes exigências:
Restabelecimento imediato do fornecimento de água no imóvel afetado;
Apresentação de justificativas e do histórico completo dos protocolos ignorados;
Diagnóstico técnico detalhado sobre a falha operacional;
Garantia de medidas emergenciais caso a normalização pontual exija prazos maiores.
O episódio serve de alerta sobre a necessidade de maior rigor na fiscalização dos serviços delegados em Manaus, evidenciando que os canais de atendimento das concessionárias muitas vezes falham em dar a devida urgência a direitos básicos do cidadão.
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