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Promulgação da prorrogação da ZFM não encerra cobranças ao Governo Federal

Promulgação da prorrogação da ZFM não encerra cobranças ao Governo Federal
Promulgação da prorrogação da ZFM não encerra cobranças ao Governo Federal

A promulgação da Proposta de Emenda à Constituição, que prorrogou a Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, não encerra as cobranças ao Governo Federal por melhorias no Polo Industrial. A afirmação é do prefeito Artur Virgílio Neto, que acompanhou, ao lado do governador do Amazonas, José Melo, a sessão solene do ato na tarde desta terça-feira no plenário do Senado Federal, em Brasília.
 
Para o prefeito, a prorrogação por si só não terá qualquer efeito se o Governo Federal não se empenhar em discutir novas medidas que beneficiem o Amazonas. Uma das maiores preocupações citadas por Artur Neto é a logística de transporte na região, ainda muito aquém das necessidades reais.
 
"É preciso investir em estradas. A BR-319 até hoje não passa de promessa e não funciona como deveria. Os portos também são deficitários e muitos que já existem foram mal projetados. Meio século de prorrogação é ótimo, mas isso é apenas a ponta para continuarmos fazendo pressão por novos investimentos", disse o prefeito, que compôs a mesa diretora da sessão solene.
 
Artur Neto disse ainda que é bom lembrar que a prorrogação da Zona Franca era prometida desde 2010 e apenas foi aprovada, quatro anos depois, pelo empenho dos deputados federais, que não mediram esforços para fazer a matéria tramitar na Câmara dos Deputados. De acordo com ele, o prejuízo já é grande, pois muitos investimentos foram perdidos nestes anos de espera.
 
"Demorou mais do que o necessário. Muitos empresários que deveriam investir recuaram, pois não sabiam se estavam pisando em terreno sólido. Agora cabe ao Governo Federal investir. Uma outra preocupação é a mão de obra e o capital intelectual. Tudo isso está ligado ao polo. Repito, apenas a prorrogação por si só não basta. Vamos continuar cobrando novos investimentos. Creio que o mundo caminha para uma grande zona franca. Em 2073 teremos que ter o diferencial já consolidado", disse o prefeito.
 
Bernardo Cabral, relator-geral da Constituinte de 1988 e que botou a ZFM na Constituição, também participou da sessão solene e disse, em discurso, estar feliz com a consagração do modelo. Para ele, o desenvolvimento do Amazonas significa crescimento do Brasil. 
 
"O Brasil precisa preservar a Zona Franca porque significa crescimento não só da região. Estou distante do Senado, mas não indiferente ao que acontece  nesta Casa. Parabenizo o empenho de todos e essa promulgação por mais 50 anos é  a coroação de um trabalho que começou lá atrás e que hoje une todos", afirmou Cabral.
 
Nesta quarta-feira, Artur Neto viaja para São Paulo, onde discutirá com o Governo Estadual as regras de ICMS para bens de informática produzidos na Zona Franca.
 
  

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