O calor intenso e o desgaste físico marcaram o primeiro dia do 59º Festival de Parintins, consolidando-se como as principais causas de atendimento médico na Ilha da Magia. Dos 2.900 atendimentos registrados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) na primeira noite da festa, a esmagadora maioria foi de casos de baixa complexidade motivados por mal-estar e exaustão.
De acordo com o balanço médico, o público — que enfrentou altas temperaturas e longas horas de festa entre a noite de sexta-feira (26) e a manhã de sábado (27) — buscou socorro principalmente pelos seguintes sintomas:
Mal-estar geral e fadiga extrema (causados pelo calor e desidratação);
Dores no corpo e cefaleia (dor de cabeça);
Náuseas, episódios de vômito e diarreia.
Nas triagens, os diagnósticos mais frequentes fechados pelas equipes foram de síndrome gripal, gastroenterocolite aguda e pequenos traumas decorrentes da movimentação de público.
Nem mesmo quem está acostumado com o ritmo do festival escapou do clima abafado. A artista do Boi Caprichoso, Juliana Mendes, de 39 anos, precisou ser socorrida às pressas no Ambulatório Azul do Bumbódromo após passar mal durante a apresentação.
"Comecei a me sentir mal por causa do calor. Fui atendida rapidamente e recebi toda a assistência" , relatou a integrante do boi azul e branco.
A visitante manauara Perla Dantas, de 51 anos, também precisou levar a sobrinha ao ambulatório e elogiou a rapidez da equipe em conter os sintomas. "Os profissionais estavam preparados. Em um evento desse porte, é essencial ter uma equipe pronta" , afirmou.
Apesar do volume expressivo de quase 3 mil pacientes em pouco mais de 12 horas, o perfil de baixa gravidade das ocorrências evitou sobrecarga crítica nos hospitais.
A operação contabilizou apenas seis remoções terrestres de pacientes que precisaram de exames ou observação mais detalhada (três enviados para o Hospital Padre Colombo e três para o Hospital Jofre Cohen). Nenhuma remoção aérea de emergência foi necessária.
A maior parte dos atendimentos foi resolvida de forma rápida nas próprias estruturas temporárias, com destaque para o Barco Hospital São João XXIII, que sozinho absorveu 1.886 chamados, seguido pela UPA do Bumbódromo, com 159 atendimentos.
A SES-AM e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP) mantêm o alerta e o monitoramento permanente na cidade para os próximos dias de festival, orientando os visitantes a reforçarem a hidratação e o uso de roupas leves.




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