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Rio Negro desce todos os dias em agosto e setembro deve definir o tamanho da seca em Manaus

Rio Negro desce todos os dias em agosto e setembro deve definir o tamanho da seca em Manaus
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O rio Negro não teve um único dia de subida em Manaus desde o início de agosto. No dia 4, a cota marcava 27,13 metros na capital, resultado de uma queda de 41 centímetros em apenas uma semana. No dia seguinte, o nível recuou para 27,09 metros, acumulando 26 centímetros de descida nos cinco primeiros dias do mês, em ritmo que oscilou entre 4 e 8 centímetros por dia.

A vazante começou no início de julho, quando o rio atingiu a cota máxima do ano, de 28,50 metros, e passou a ceder de forma contínua. A maior parte das estações da bacia amazônica opera dentro da faixa considerada normal para a época, mas a curva inicial da descida guarda semelhanças com a de 2023, ano em que Manaus registrou 12,70 metros e enfrentou uma das piores estiagens de sua história. Cenários estatísticos construídos sobre a série histórica iniciada em 1903 estimam mínimas entre 17,42 metros, em caso de descida mediana, e 12,90 metros, se voltarem a se repetir as condições extremas já observadas.

Setembro tende a ser o mês decisivo. Com o El Niño estabelecido desde junho e a previsão de chuvas abaixo da média no centro-norte do país e temperaturas acima do normal, a expectativa é de que a vazante ganhe velocidade e comece a definir o patamar da mínima anual, que em 91% dos anos monitorados ocorre entre outubro e novembro. O comportamento do rio Solimões, principal fator de influência sobre o nível em Manaus, seguirá ditando o ritmo da descida nas próximas semanas.

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