Manaus/AM - Um homem de 47 anos foi preso nessa segunda-feira (14) pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em Manaus, suspeito de abusar sexualmente da própria enteada quando ela tinha entre 9 e 10 anos. Segundo a polícia, os abusos começaram com toques e evoluíram posteriormente para conjunção carnal.
A denúncia foi feita pela própria mãe da vítima, que procurou a polícia acompanhada da filha. As duas foram ouvidas durante a investigação, e a vítima também passou por exame de corpo de delito.
Na residência onde o suspeito vivia também estava outra criança, de 6 anos, irmão da vítima. Conforme o delegado, a criança teria presenciado alguns dos contatos íntimos entre o homem e a adolescente.
“Esse irmão da vítima chegou a presenciar o momento em que esse indivíduo realizava esses contatos íntimos superficiais”, relatou.
Ainda segundo a polícia, os atos mais graves teriam ocorrido de maneira reservada, dentro do quarto. “Os íntimos mais grosseiros eram feitos na intimidade, no quarto, mas esses contatos íntimos superficiais, o irmão chegou a presenciar sim”, detalhou o delegado.
O delegado também destacou que a investigação não deve terminar com a prisão. A polícia trabalha com a possibilidade de o homem ter feito outras vítimas e pretende aprofundar as diligências para verificar essa hipótese.
“Existe a possibilidade sim, tendo em vista que indivíduos que praticam crimes dessa natureza, em geral, não costumam esgotar o seu ímpeto delitivo com apenas uma vítima. Então, é possível sim que haja outras vítimas”, explicou Jeferson Vicente.
O suspeito não confessou os crimes. Para Jeferson Vicente, no entanto, a ausência de confissão não impede o avanço da investigação, já que, segundo ele, o caso reúne elementos considerados robustos.
De acordo com o delegado, o suspeito deverá ser indiciado ao fim da investigação. “Provavelmente será indiciado e esse inquérito será remetido para o Poder Judiciário, para o Ministério Público, para oferecimento da denúncia da ação penal.
As investigações continuam para identificar possíveis outras vítimas e esclarecer todas as circunstâncias dos crimes.



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