Manaus/AM - O asfalto recém-recapeado da Avenida Coronel Sávio Belota, no bairro Novo Aleixo, durou pouco. O rompimento de uma tubulação de 200 milímetros na última segunda-feira (13) escancarou, mais uma vez, a falta de sincronia entre as obras de infraestrutura e a manutenção da rede de distribuição de água na zona Norte de Manaus.
Diante do rastro de estragos, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) acionou a concessionária Águas de Manaus, emitindo o Termo de Notificação nº 060/2026. A empresa tem apenas 48 horas para explicar o que causou o rompimento e justificar o impacto na via pública.
A concessionária correu para estancar o vazamento, mas o verdadeiro teste será a qualidade do reparo na pista. Por se tratar de uma avenida que acabou de receber asfalto novo da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), a Ageman impôs condições rígidas para evitar os famosos "remendos" que estragam as ruas da capital:
Multicobertura: O novo asfalto não pode se limitar ao buraco aberto; deve cobrir uma área ampliada para garantir a uniformidade da pista.
Reparação de danos colaterais: Qualquer afundamento ou estrago causado pelo maquinário pesado da própria concessionária terá de ser corrigido.
Padrão Seminf: A via precisa voltar exatamente ao mesmo padrão liso e nivelado de antes do incidente.
A agência reguladora garantiu que manterá fiscais no local até a entrega definitiva da obra. O episódio, contudo, reforça o histórico desgaste enfrentado pela população, que frequentemente assiste a ruas novas serem rasgadas logo após receberem asfalto.



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