No meio das próximas medidas do governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, há o cumprimento de suas palavra de campanha presidencial que envolvem o Brasil: incentivar a conservação da Floresta Amazônica. Uma lista de sugestões desenvolvida por sete ex-negociadores de reuniões do clima e integrantes de ex-governos republicanos e democratas já está nas mãos do novo governo americano.
“É devido a isso, que é necessário operar com a sociedade brasileira, empresas, governadores e políticos que tenham interesse em fazer parcerias com os Estados Unidos", comenta, em entrevista à DW Brasil, Nigel Purvis, ex-negociador do clima do governo americano e que prestou assessoria para a elaboração do Plano de Proteção da Amazônia.
Protótipos de simulação climática elaborado por cientistas no Brasil e nos Estados Unidos, por exemplo, indicam que o desmatamento dessa floresta controla o aumento da temperatura em regiões como a Califórnia, destaca Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente.
Além de propor o apoio do governo dos EUA ao combate ao desmatamento e à compensação financeira de projetos que diminuam as taxas de devastação, a proposta abarca fortemente o setor privado.
Os 20 bilhões de dólares previstos, valor 20 vezes maior ao que os Estados Unidos prometeram para proteção de florestas no mundo todo durante a Conferência do Clima de 2009, viriam também de compromissos assumidos por empresas, esclarece Nigel Purvis.
"Muitos dos países da região entendem que a ação climática promoverá seu próprio desenvolvimento sustentável e provavelmente cooperarão com o governo Biden para aumentar a ambição climática", afirma o documento, ressaltando, por outro lado, que o envolvimento construtivo com o Brasil é vital.

