O Amazonas não precisa escolher entre agir e planejar. Precisa fazer as duas coisas. Emergências continuarão existindo, mas não podem se transformar em método permanente de administração.
Os grandes avanços de um Estado costumam nascer quando o planejamento deixa de acompanhar o calendário eleitoral e passa a orientar, de forma contínua, as decisões de governo.
A campanha eleitoral oferece uma oportunidade para ampliar esse debate. Mais importante do que anunciar novos empreendimentos é explicar como eles serão mantidos, financiados e integrados a uma estratégia de longo prazo.
O eleitor tem o direito de conhecer não apenas o que cada candidato pretende construir, mas como pretende preservar aquilo que já existe e preparar o Estado para desafios previsíveis.
A cada período de estiagem, o Amazonas revive dificuldades conhecidas. A navegação enfrenta restrições, o abastecimento torna-se mais caro, comunidades ficam mais isoladas e a logística da região volta a exigir medidas emergenciais.
Não se trata de um fenômeno inesperado. A seca faz parte da dinâmica amazônica. O que continua surpreendendo é a permanência de respostas predominantemente emergenciais para problemas permanentes. E os políticos tirando proveito de problemas que não acabam nem vão acabar tão cedo.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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