Afinidades partidárias e alianças municipais podem influenciar a escolha do próximo govenador, mas não substituem o exame das responsabilidades e dos compromissos de quem pretende governar o Estado.
A confiança do eleitor não se reconstrói necessariamente no ritmo de uma campanha. Resulta de experiências, realizações, frustrações e avaliações acumuladas ao longo do tempo. E parte desse julgamento já se manifestou nas urnas.
Na disputa do primeiro turno, Omar Aziz e Maria do Carmo ficaram, como era natural, sem uma parcela expressiva dos votos destinada a outros candidatos. A conquista desses apoios, porém, não é automática. Independe de alianças, mas da avaliação que cada cidadão faz das trajetórias de Maria e Omar, de suas propostas e da confiança que inspiram.
O segundo turno, portanto, não representa o recomeço da eleição, mas o aprofundamento de uma decisão já iniciada. Até a votação definitiva, haverá espaço para esclarecimentos, confronto de propostas e mudanças de preferência.
O tempo político, contudo, é mais curto que o tempo da confiança. E o eleitor chega às urnas com uma memória que nenhuma campanha pode simplesmente apagar.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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