A eleição indireta realizada pela Assembleia Legislativa do Amazonas confirmou o que já se desenhava nos bastidores políticos: a escolha de Roberto Cidade para comandar o Executivo estadual até o fim do mandato.
O desfecho não surpreende. Mais do que articulações pontuais, ele reflete a trajetória de liderança construída por Cidade dentro do Parlamento, reconhecida inclusive por deputados fora de sua base imediata.
Com o resultado consolidado e a transição formalizada, o foco deixa de ser a eleição e passa a ser o governo.
O novo chefe do Executivo assume um Estado do Amazonas com limitações orçamentárias e desafios financeiros relevantes, o que exige capacidade de gestão, coordenação política e decisões que conciliem responsabilidade fiscal com a manutenção de serviços públicos.
A eleição, embora indireta, ocorreu dentro da normalidade institucional, sem impugnações ou disputas judiciais. Isso contribui para um ambiente de estabilidade, mas não reduz a exigência que se impõe ao novo governo. A legitimidade construída no processo precisa agora se refletir na condução administrativa.
O cenário, portanto, é claro: a previsibilidade do resultado não diminui o peso do cargo. Ao contrário, reforça a expectativa de que a liderança demonstrada na Assembleia se traduza em governabilidade, em um momento em que o Estado precisa de direção firme, equilíbrio e capacidade de resposta.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.




Aviso