Em um Estado, como o Amazonas, cujos principais desafios dependem, em grande medida, de decisões tomadas em Brasília, conhecer os mecanismos do poder e dispor de capacidade de articulação institucional são atributos que merecem consideração.
A trajetória do senador Omar Aziz oferece elementos concretos para essa avaliação. Ex-governador, presidiu a CPI da Pandemia e participou de discussões relevantes no Congresso Nacional, entre elas a reforma tributária, a preservação da Zona Franca de Manaus, o arcabouço fiscal e a defesa da BR-319.
São iniciativas que evidenciam uma atuação parlamentar vinculada tanto a questões nacionais quanto a interesses permanentes do Amazonas.
Não se trata de atribuir a um único parlamentar conquistas resultantes de esforços coletivos, mas de reconhecer que o exercício da função pública exige mais do que discursos e compromissos eleitorais.
Exige conhecimento, negociação e capacidade de interlocução com as instituições responsáveis por decisões que repercutem diretamente na vida da população.
Esse histórico, contudo, também impõe responsabilidades. Quem já governou e exerceu funções relevantes no Congresso deve submeter-se ao exame de seus resultados.
A experiência, quando apresentada como credencial, não pode servir de abrigo contra a crítica. Ao contrário, amplia o dever de prestar contas à sociedade.
No segundo turno, cabe ao eleitor confrontar trajetórias, propostas e condições efetivas de governo, sem transformar diferenças de experiência em juízos antecipados sobre o futuro.
O Amazonas precisa de uma administração capaz de responder às necessidades da população e representar seus interesses perante a União.
O valor de uma trajetória pública não está simplesmente nos cargos ocupados, mas no que deles resultou para a sociedade. No Amazonas, é sob esse critério que deve ser examinada a trajetória de Omar Aziz.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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