Quando a campanha terminar, permanecerá uma única obrigação comum a todos os eleitos: governar e representar um Amazonas que é maior do que qualquer mandato, qualquer legenda ou qualquer projeto político.
Cada governo que se inicia recebe políticas em andamento, desafios antigos e responsabilidades que pertencem ao Estado, e não a um partido.
É importante lembrar que o futuro do Amazonas não se decide apenas no Palácio do Governo. Muitas das questões que influenciam diretamente a economia, a infraestrutura, a política ambiental e o desenvolvimento regional passam pelo Congresso Nacional, pelo Governo Federal e, em diversas ocasiões, pelo Supremo Tribunal Federal.
Por isso, administrar bem o Estado e garantir uma representação qualificada nos centros nacionais de decisão são responsabilidades igualmente importantes.
O eleitor tem o direito de conhecer propostas, prioridades e caminhos para enfrentar problemas históricos, avaliando a experiência, o equilíbrio, a responsabilidade e a capacidade de construir consensos de quem pretende exercer funções públicas.
Essa discussão precisa ir além da disputa entre candidatos. O Estado continuará enfrentando desafios que atravessam governos e mandatos, a integração logística, a preservação ambiental, a melhoria dos serviços públicos e a redução das desigualdades regionais.
Nenhum desses temas será resolvido durante uma campanha; todos exigem planejamento, continuidade e capacidade de diálogo entre diferentes instituições.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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