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Previsão de seca, deslocamento de populações e fome no Amazonas

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Por Holanda
14/06/2026 23h23 — em Coluna do Holanda
  • A preocupação com os efeitos dos eventos climáticos extremos não surgiu agora. Mas a ação, tão necessária para enfrentá-la , sim.

O Amazonas volta a conviver com previsões de uma estiagem severa. Comunidades acompanham o nível dos rios com preocupação, autoridades mobilizam estruturas de emergência e a população revive as dificuldades enfrentadas nas grandes secas recentes.

O cenário desperta apreensão legítima. Mas também impõe uma reflexão necessária: a estiagem ainda pode ser tratada como surpresa?

A pergunta é pertinente porque o fenômeno deixou de ser um evento isolado. Nos últimos anos, o Amazonas enfrentou secas históricas, interrupções de rotas fluviais, isolamento de comunidades, dificuldades de abastecimento e prejuízos econômicos significativos. O problema já foi diagnosticado e debatido.

A realidade amazônica passou a exigir não apenas capacidade de resposta, mas capacidade de antecipação. É o que fez o governo recentemente.

Há anos, órgãos públicos, pesquisadores e especialistas apontam a necessidade de planejamento permanente para enfrentar períodos de seca cada vez mais severos.

O reconhecimento do problema pelo atual governo é pertinente.

Para além e críticas motivadas pelo período eleitoral, as medidas adotadas pelo governo Roberto Cidade são necessárias.

O Amazonas está hoje mais preparado do que estava há alguns anos. Houve fortalecimento da logística. Foram ampliadas as condições de abastecimento das comunidades isoladas.

Há, pela primeira vez, mecanismos permanentes para garantir água, alimentos, medicamentos e transporte nos períodos mais críticos.

Eventos climáticos extremos continuarão ocorrendo. O que diferencia uma gestão eficiente não é impedir a seca, mas reduzir seus impactos sobre a população.

Planejamento não é uma promessa abstrata. É a diferença entre agir antes da crise ou reagir quando ela já está instalada.

A estiagem deixou de ser exceção. Tornou-se parte dos desafios permanentes da Amazônia.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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