A história do Amazonas demonstra que muitas de suas conquistas nasceram de debates travados em Brasília, especialmente pelo senador Omar Aziz (PSD)
Mas o foco de Omar é a eleição para o governo e suas chances de vitória são grandes. Entretanto, para além de um projeto pessoal de poder, a questão a ser posta é: o Amazonas fica enfraquecido sem a presença de Omar no Senado? A resposta é sim.
Depois de governar o Estado por duas vezes, Omar consolidou no Senado uma atuação voltada à defesa de temas estratégicos para o Amazonas. Com mandato até 2030, caso o resultado da eleição de outubro revele surpresas, ele permanecerá em posição institucional relevante para participar de debates que influenciam diretamente o futuro da região.
Em um cenário em que muitas dessas decisões passam pelo Congresso Nacional e frequentemente alcançam o Supremo Tribunal Federal, a experiência de Omar Aziz dialoga com sua inegável capacidade de articulação.
Não se trata de personalizar conquistas, mas de reconhecer o valor institucional de uma representação política respeitada.
Naturalmente, nenhuma liderança constrói sozinha a história de um Estado. O Amazonas foi formado pelo trabalho de sucessivas gerações de homens públicos, servidores e cidadãos. Mas também é verdade que algumas trajetórias, como a de Omar Aziz, acumulam experiência e credibilidade suficientes para ampliar a capacidade de influência como senador nos centros nacionais de decisão.
Governar bem o Estado é indispensável. Representá-lo com força em Brasília também.
É por isso que as eleições de 2026 merecem uma reflexão que ultrapasse a disputa por cargos. O eleitor escolherá governantes e parlamentares, mas também definirá quem conduzirá a voz do Amazonas nos espaços em que se decidem questões essenciais para seu desenvolvimento.
Em um Estado de características tão singulares, administração e representação nacional não competem entre si; complementam-se.
O Amazonas continuará precisando de bons administradores, de parlamentares respeitados e de lideranças capazes de dialogar acima das divergências políticas. Essa sempre foi uma das marcas dos Estados que conseguiram transformar suas particularidades em força institucional. Afinal, o futuro do Amazonas começa em Manaus, mas continuará sendo construído, todos os dias, também em Brasília.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.




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