As eleições deste ano oferecem oportunidade para ampliar o debate sobre habitação, saneamento, mobilidade e ordenamento territorial.
Planejar as cidades significa antecipar problemas, reduzir vulnerabilidades e criar condições para um crescimento mais equilibrado. Em um Amazonas que busca construir seu futuro, poucas tarefas parecem tão estratégicas quanto essa.
E quem acha que o problema é dos prefeitos, se engana. Os candidatos ao governo não podem fechar os olhos a uma questão que diz respeito a todos os cidadãos. E esse debate deve começar agora, numa campanha eleitoral onde se espera que temas relevantes prevaleçam sobre ideias de desconstrução de adversários.
Merece atenção o avanço das ocupações precárias e vulnerabilidade urbana. Mais do que uma questão habitacional, o fenômeno revela dificuldades ligadas ao crescimento desordenado, à insuficiência de infraestrutura, ao déficit de saneamento e à pressão crescente sobre os serviços públicos.
A maior parte da população vive em áreas urbanas e enfrenta problemas diretamente relacionados à qualidade das cidades. Quando o crescimento não é acompanhado por planejamento, multiplicam-se ocupações inadequadas, riscos ambientais e dificuldades de acesso a serviços essenciais.
O tema torna-se ainda mais relevante diante das secas, enchentes e eventos climáticos extremos que atingem o Amazonas com frequência crescente. Em muitos casos, os maiores impactos recaem justamente sobre as populações mais vulneráveis, evidenciando a ligação entre planejamento urbano, proteção social e adaptação climática.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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