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Quando o caboclo amazonense perde e o Brasil é penalizado

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Por Holanda
15/10/2026 23h26 — em Coluna do Holanda

Na visão de Omar Aziz, sem alternativas concretas, a presença estatal repressiva nos rios da Amazônia corre o risco de ser identificada mais pela proibição do que pelas oportunidades oferecidas à população.

O que permanece sem resposta satisfatória é como conciliar essa proteção com o desenvolvimento econômico e social da região. A repressão à ilegalidade, por mais indispensável que seja, não constitui, isoladamente, uma política de desenvolvimento.

A preservação da Amazônia é uma obrigação do Estado brasileiro. Não está em discussão a necessidade de combater o garimpo ilegal, proteger os rios e impedir a exploração predatória dos recursos naturais.

É essa questão que tem preocupado o candidato Omar Aziz. Afinal, Omar, que governou o Amazonas por quatro anos, sabe que a Amazônia concentra riquezas de importância nacional e mundial, mas sua população continua distante de boa parte dos benefícios que elas poderiam proporcionar.

A ação do Ministério Público Federal contra a União, destinada a ampliar o controle sobre dragas utilizadas no garimpo ilegal, recoloca essa questão. O pedido envolve fiscalização pela Marinha, rastreamento de embarcações e mecanismos de responsabilização administrativa.

Há evidente atividade extrativista por moradores da região. Se existe provas de que o crime organizado está por trás dos garimpos, nada foi provado, mas a ação abusiva da Polícia Federal, destruindo dragas e balsas, sem critérios, reduziu a capacidade de subsistência dos caboclos que precisam viver com dignidade.

É verdade que a exploração clandestina de minérios provoca danos ambientais e sociais. Combatê-la é dever do poder público. O mesmo Estado, entretanto, precisa assegurar condições para atividades econômicas legais, capazes de gerar trabalho, renda e aproveitamento responsável dos recursos regionais. Há uma contradição persistente na maneira como o Brasil administra a Amazônia.

Exige-se a conservação de um patrimônio ambiental cuja importância ultrapassa as fronteiras nacionais, mas não se estabelece, na mesma proporção, uma política capaz de converter essa relevância em melhores condições de vida para seus habitantes. A riqueza da floresta, dos rios e do subsolo não pode continuar dissociada da pobreza, das deficiências de infraestrutura e da precariedade dos serviços públicos que atingem a região.

Na visão de Omar Aziz, sem alternativas concretas, a presença estatal repressiva nos rios da Amazônia corre o risco de ser identificada mais pela proibição do que pelas oportunidades oferecidas à população. O que permanece sem resposta satisfatória é como conciliar essa proteção com o desenvolvimento econômico e social da região. A repressão à ilegalidade, por mais indispensável que seja, não constitui, isoladamente, uma política de desenvolvimento.

A preservação da Amazônia é uma obrigação do Estado brasileiro. Não está em discussão a necessidade de combater o garimpo ilegal, proteger os rios e impedir a exploração predatória dos recursos naturais.

É essa questão que tem preocupado o candidato Omar Aziz. Afinal, Omar, que governou o Amazonas por sete anos, sabe que a Amazônia concentra riquezas de importância nacional e mundial, mas sua população continua distante de boa parte dos benefícios que elas poderiam proporcionar.

A ação do Ministério Público Federal contra a União, destinada a ampliar o controle sobre dragas utilizadas no garimpo ilegal, recoloca essa questão.

O pedido envolve fiscalização pela Marinha, rastreamento de embarcações e mecanismos de responsabilização administrativa. Há evidente atividade extrativista por moradores da região.

Se existe suspeita de que o crime organizado está por traz dos garimpos, nada foi provado, mas a ação abusiva da Polícia Federal, destruindo dragas e balsas, sem critérios, reduziu a capacidade de subsistência dos caboclos que foram penalizados. É verdade que a exploração clandestina de minérios provoca danos ambientais e sociais. Combatê-la é dever do poder público.

O mesmo Estado, entretanto, precisa assegurar condições para atividades econômicas legais, capazes de gerar trabalho, renda e aproveitamento responsável dos recursos regionais. Há uma contradição persistente na maneira como o Brasil administra a Amazônia.

Exige-se a conservação de um patrimônio ambiental cuja importância ultrapassa as fronteiras nacionais, mas não se estabelece, na mesma proporção, uma política capaz de converter essa relevância em melhores condições de vida para seus habitantes.

A riqueza da floresta, dos rios e do subsolo não pode continuar dissociada da pobreza, das deficiências de infraestrutura e da precariedade dos serviços públicos que atingem a região.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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