Ao invocar sua condição de advogada e afirmar que conhece seus direitos, Maria do Carmo também chama atenção para seus deveres. De alguém com formação jurídica espera-se especial consciência dos limites da liberdade de expressão, da proteção de menores e das consequências de acusações públicas.
Sua profissão não autoriza presumir participação no episódio, mas tampouco deve servir de escudo contra questionamentos legítimos.
Quem conhece e exige o cumprimento da lei tem razões ainda maiores para explicar como ela era observada na campanha que liderava.
Maria do Carmo afirma que não autorizou qualquer material irregular envolvendo a família de Omar Aziz, mas deixa sem resposta como uma peça dessa gravidade circulou durante sua campanha ao Governo do Amazonas.
Se diz que não havia controle sobre o que era publicado, admite que não tinha competência para governar o Estado.
Em boa hora, o eleitor reconheceu essa deficiência da então candidata e sufragou o nome de Omar Aziz.
O pior de tudo é o fato de Maria do Carmo jogar aos leões pessoas que estiveram ao lado dela e compartilharam ansiedades e desejos de vê-la vencedora.
O vídeo acima mostra que se Maria não sabia tudo, sabia quase tudo. Ou não teria divulgado durante debate com o adversário um site com o lixo que coletou para tentar destruir a reputação do senador e governador eleito, Omar Aziz
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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