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TRE-AM é demasiadamente lento em fazer justiça

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Por Holanda
04/08/2026 23h45 — em Coluna do Holanda
  • A celeridade da justiça eleitoral não é uma conveniência administrativa, mas uma exigência da própria democracia.
  • A demora nunca é neutra. Ela favorece uma situação de fato, modifica a representação popular e enfraquece a confiança do cidadão nas instituições.
  • A Justiça Eleitoral foi criada para oferecer respostas rápidas justamente porque o tempo possui valor institucional.

Há uma verdade simples que a Justiça precisa enfrentar: em matéria eleitoral, o tempo também decide eleições.

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TSE: Cassação de mandato por fraude à cota de gênero deve ser executada imediatamente

Quando um processo demora anos para ser concluído, vereadores e prefeitos, deputados e governadores exercem mandatos sob permanente contestação, enquanto eleitores e instituições convivem com a incerteza sobre quem realmente tem direito ao cargo.

A demora nunca é neutra. Ela favorece uma situação de fato, modifica a representação popular e enfraquece a confiança do cidadão nas instituições.

Ainda que a decisão final seja a esperada, dificilmente conseguirá devolver ao processo eleitoral o tempo perdido.

Em um mandato com duração determinada, decidir tarde pode significar decidir quando boa parte da controvérsia já produziu seus efeitos.

Isso alimenta a descrença em um tribunal instituído para semear e assegurar a democracia, via manifestação legítima dos cidadãos através do voto.

O recente precedente do Tribunal Superior Eleitoral envolvendo o Amazonas demonstra essa preocupação.

Ao restabelecer a execução imediata de decisão do TRE-AM que reconheceu fraude à cota de gênero, a Corte reafirmou que recursos sem perspectiva concreta de êxito não devem impedir, indefinidamente, a eficácia de um acórdão regional.

O objetivo é preservar a estabilidade institucional e evitar que a demora produza efeitos políticos maiores que a própria decisão judicial.

Essa realidade, porém, ainda desafia a Justiça Eleitoral.

Há processos capazes de alterar a composição de Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas. que permanecem por longos períodos sem definição.

Enquanto recursos se acumulam, mandatos continuam sendo exercidos, mudanças políticas se consolidam e a insegurança cresce. Quando o julgamento final chega, parte dos efeitos já se tornou irreversível.

A demora nunca é neutra. Ela favorece uma situação de fato, modifica a representação popular e enfraquece a confiança do cidadão nas instituições.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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