A região Norte, onde fica o Pará, tem a menor cobertura de internet banda larga fixa entre as regiões do país: 86,2% dos domicílios, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE referente a 2025. Ainda assim, foi a região que mais cresceu no último ano, com alta de 1,5 ponto percentual — o avanço mais rápido entre as cinco regiões brasileiras.
No Brasil como um todo, a internet chegou a 95% dos domicílios em 2025, alta de 1,3 ponto percentual sobre 2024, o equivalente a 76 milhões de casas conectadas. A diferença entre cidade e campo também diminuiu: 95,8% dos domicílios urbanos têm internet, contra 88% dos rurais — uma distância de 7,8 pontos percentuais, bem menor que os 41,5 pontos registrados em 2016.
Pela internet móvel, o cenário se inverte: a região Sudeste lidera, com 91,9% de domicílios com acesso, enquanto o Nordeste tem a menor cobertura, 72,4%. Já a cobertura de sinal de celular chegou a 96,1% nas áreas urbanas do país e a 68% nas rurais, um avanço de 2,2 pontos percentuais em relação a 2024.
Para quem vive e trabalha na região amazônica, a diferença de cobertura ainda pesa no dia a dia de quem depende da internet para estudar, vender produtos ou prestar serviços à distância — mesmo com o ritmo de expansão mais acelerado do país nos últimos anos.



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