A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) ampliou de forma expressiva a rede de hemodiálise no Pará nos últimos anos, levando o tratamento a regiões que antes dependiam quase exclusivamente de Belém. O estado soma hoje 33 centros ambulatoriais de hemodiálise pelo SUS em 16 municípios, com nove novos polos estaduais implantados em Abaetetuba, Breves, Capanema, Castanhal, Itaituba, Marabá, Ourilândia do Norte, Tailândia e Tucuruí.
O número de máquinas de hemodiálise sob gestão estadual saltou de 113, em 2018, para 511 atualmente, um crescimento de 352%. Considerando toda a rede no Pará, incluindo unidades filantrópicas e privadas conveniadas, o estado soma 1.275 máquinas ativas, registradas em dezembro de 2025, com 2.060 vagas ambulatoriais para tratamento renal. O número de centros sob gestão direta da Sespa passou de nove para 19.
Antes da descentralização, pacientes de várias regiões do interior precisavam se mudar para Belém, muitas vezes por anos, para manter a rotina de sessões de hemodiálise, que costuma exigir idas à clínica três vezes por semana. Com os novos polos espalhados pelo estado, esse deslocamento deixou de ser necessário para boa parte dos pacientes renais crônicos atendidos pela rede pública.
O secretário-adjunto de políticas de saúde da Sespa, Ivison Carvalho, afirmou que a pasta ainda deve publicar neste ano um novo credenciamento para ampliar as vagas de hemodiálise disponíveis no Pará.
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