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Sistema movido a energia solar leva água potável a escolas e comunidades de ilhas de Belém

Sistema movido a energia solar leva água potável a escolas e comunidades de ilhas de Belém
Sistema de captação e tratamento de água da chuva instalado em comunidade ribeirinha na Amazônia (imagem ilustrativa)

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) entregou nos dias 22 e 23 de outubro o sétimo relatório de análise de qualidade da água do projeto Água para Todos, que atende comunidades da Ilha do Combu, da Ilha Grande e de Benevides, na região de Belém. Os laudos, elaborados pelo Núcleo de Meio Ambiente da UFPA (Numa), atestam que a água tratada está em conformidade com a Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde, que trata dos padrões de potabilidade.

O projeto, que integra o programa estadual Regulariza Pará e começou em 2024, instalou dez sistemas autônomos de captação e tratamento de água da chuva nas ilhas do Combu e Grande. A tecnologia, chamada PluGoW e fornecida pela empresa Pluvi Soluções Ambientais Inteligentes, capta, trata e armazena a água sem uso de produtos químicos, com energia solar, e inclui capacitação de moradores para a manutenção dos equipamentos. Ao todo, dez pontos são atendidos: as escolas São José, Sebastião Quaresma, Milton Monte e Santo Antônio, uma unidade básica de saúde, a Associação das Mulheres Extrativistas do Combu, os empreendimentos Filha do Combu, Ygara Artesanal e Saldosa Maloca, e a comunidade Santo Amaro, em Benevides. A iniciativa beneficia diretamente mais de 1.200 famílias.

A ação conta com apoio financeiro da empresa Arxen e articulação com a Prefeitura de Belém, por meio da Semma e da Semec, além do Ideflor-Bio, que administra a unidade de conservação onde está localizada a Ilha do Combu. Rodolpho Zahluth Bastos, secretário-adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, afirmou que o compromisso do projeto nos locais atendidos é garantir que as soluções implantadas continuem funcionando. Já Marcele Moreira, diretora da Escola Santo Antônio, que tem 118 alunos da Educação Infantil ao 5º ano, contou que antes da instalação do sistema as crianças bebiam água do rio e famílias precisavam comprar água, e que a chegada de água de qualidade ajudou a reduzir as faltas às aulas.

Uma especialista do Unicef, Aylla Silveira, destacou a importância de dialogar com as comunidades sobre a segurança da água oferecida e de acompanhar indicadores de saúde, como casos de diarreia em crianças menores de cinco anos. Segundo a Semas, a iniciativa integra a qualificação do licenciamento ambiental estadual e está alinhada à Lei estadual nº 9.048/2020, sobre mudanças climáticas, além de dialogar com políticas nacionais de recursos hídricos e de povos e comunidades tradicionais.

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