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32% das mulheres acima de 50 anos sofrem com o desemprego no Brasil

32% das mulheres acima de 50 anos sofrem com o desemprego no Brasil
32% das mulheres acima de 50 anos sofrem com o desemprego no Brasil

As dificuldades enfrentadas por mulheres com mais de 50 anos no mercado de trabalho estão cada vez mais difíceis, como aponta uma pesquisa divulgada pela EY Brasil. De acordo com o estudo, o desemprego há mais de um ano atinge 32% das mulheres 50+ e apenas 19% dos homens da mesma faixa etária.

A pesquisa aponta ainda que 20% das mulheres 50+ optam por ocupações autônomas e freelancer, já os homens conseguem vagas como consultores, indicando menor espaço em cargos formais para o gênero feminino.

Nesse sentido, a saúde mental dessas mulheres é diretamente afetada pela falta de oportunidade no mercado de trabalho. O psiquiatra Dr. Lucas Benevides considera que a depressão e ansiedade podem estar atreladas ao sentimento de escassez.

A discriminação baseada na idade, pode ter impactos significativos na saúde mental das mulheres, afetando sua autoestima, bem-estar emocional e psicológico porque a sociedade frequentemente impõe expectativas e padrões que valorizam a juventude, especialmente para as mulheres, o que pode levar a uma série de efeitos negativos quando elas envelhecem.

“À medida que envelhecem, muitas mulheres se deparam com estereótipos negativos sobre o envelhecimento, que podem ser internalizados, levando a sentimentos de desvalorização, invisibilidade e, em alguns casos, isolamento social. Isso pode aumentar o risco de depressão, ansiedade e diminuição da autoestima”, relata o psiquiatra.

Segundo o especialista, as cobranças sociais relacionadas à aparência, produtividade e papéis tradicionais podem se intensificar com o passar da idade. Mulheres são frequentemente avaliadas por sua capacidade de manter a aparência jovem e atender às expectativas de cuidados com os outros, levando a uma pressão contínua que pode afetar negativamente sua autoestima. “A comparação com padrões inalcançáveis pode levar a uma percepção distorcida de si mesma e a sentimentos de inadequação e isso inclui o valor de uma carreira de sucesso”.

O preconceito contribui para o desenvolvimento de transtornos psicológicos mais graves. Ele destaca o exemplo do isolamento social, como uma tendência comum do envelhecimento, estando associado a um risco aumentado de transtornos de humor, ansiedade e demência. Além disso, a experiência de discriminação pode ser um fator de estresse crônico.

Desafios femininos

Encarar o envelhecimento e o etarismo de maneira positiva envolve atividades como a participação em grupos sociais que valorizem a diversidade de idades. “Também é importante considerar práticas de autocuidado, como a manutenção de um estilo de vida saudável e a busca por terapia quando necessário”, afirma.

Para Benevides, abordar a saúde mental das mulheres após os 50 anos requer uma compreensão holística que inclua os aspectos físicos, emocionais e sociais do envelhecimento. 

O especialista lista algumas dicas:

Suporte emocional: Ter acesso a uma rede de apoio composta por parceiros, familiares, amigos ou grupos de apoio pode fornecer um espaço seguro para expressar sentimentos e experiências. O suporte emocional é crucial para lidar com a montanha-russa emocional que muitas vezes acompanha a infertilidade.

Aconselhamento e terapia: Profissionais especializados em saúde mental, especialmente aqueles com experiência em questões de gênero, podem oferecer estratégias para lidar com o estresse, a ansiedade, a depressão e o luto que podem surgir com envelhecimento.

Informação e educação: Entender as opções de tratamento disponíveis e o que esperar de cada uma delas pode ajudar a mulher a se sentir mais no controle de sua jornada. Tomar decisões informadas é um passo crucial.

Autocuidado: Praticar o autocuidado, incluindo uma alimentação saudável, exercícios regulares, hobbies e atividades de relaxamento, pode melhorar o bem-estar geral e ajudar a gerenciar o estresse. O autocuidado também significa permitir-se vivenciar e expressar suas emoções sem julgamento.

Paciência e resiliência: Superar o etarismo muitas vezes requer paciência e resiliência diante de contratempos e desapontamentos. Desenvolver uma perspectiva resiliente pode ajudar a enfrentar os desafios emocionais e físicos de forma mais eficaz.

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