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Adolescente suspeito de agredir cão Orelha pode ser impedido de sair do país, diz polícia

Adolescente suspeito de agredir cão Orelha pode ser impedido de sair do país, diz polícia
Adolescente suspeito de agredir cão Orelha pode ser impedido de sair do país, diz polícia

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito de agredir o cão comunitário Orelha, que morreu em Florianópolis. O pedido, feito na sexta-feira (6), tem como objetivo impedir que o jovem deixe o país. A Polícia Federal foi comunicada sobre a medida. O caso é investigado como ato infracional análogo a maus-tratos a animais.

De acordo com a investigação, o adolescente havia viajado aos Estados Unidos após a morte do animal, em uma viagem considerada pré-programada, e retornou ao Brasil no dia 29 de janeiro. Orelha foi encontrado ferido na Praia Brava e morreu depois de ser levado a uma clínica veterinária. Laudos da Polícia Científica apontaram que o cão sofreu um forte golpe na cabeça, possivelmente causado por chute ou por um objeto rígido.

A Polícia Civil também representou pela internação provisória do adolescente. Segundo os investigadores, a decisão leva em conta a gravidade do caso, a repercussão social e o fato de o jovem já ter sido apontado em outros atos infracionais, como furto, dano, injúria e ameaça. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que informou que deve solicitar novas diligências e esclarecimentos sobre as investigações relacionadas aos cães Orelha e Caramelo, além de apurações sobre possíveis crimes de coação e ameaça cometidos por adultos ligados aos adolescentes envolvidos.

A defesa do adolescente afirma que há fragilidade nos indícios e sustenta que não existem imagens do momento da agressão nem testemunhas diretas do crime. A Polícia Civil, por sua vez, afirma que a autoria foi apontada a partir do cruzamento de imagens de câmeras de monitoramento, análise de deslocamento do animal e dos suspeitos, além de contradições nos depoimentos. O nome e a idade do adolescente não foram divulgados, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina sigilo em casos envolvendo menores de 18 anos.

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