A conta de luz deve ter alta média de 9,4% no Brasil em 2026, segundo a nova projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O percentual foi divulgado na sexta-feira (18), na terceira edição do boletim InfoTarifas, e supera as estimativas de inflação para o ano.
A agência trabalha com projeção de 5% para o IPCA e de 4,4% para o IGP-M. A estimativa das tarifas também aumentou em relação ao boletim anterior, que apontava alta média de 8,6%.
Os chamados componentes financeiros são os principais responsáveis pela pressão sobre as tarifas, com impacto de 4,7 pontos percentuais. Na sequência aparecem os encargos setoriais (1,6 ponto), compra de energia (1,1), transmissão (0,9) e custos de distribuição (0,8).
A projeção já considera o repasse de recursos da repactuação das obrigações de Uso de Bem Público (UBP) de hidrelétricas. Cerca de R$ 5,5 bilhões serão destinados às distribuidoras das áreas de atuação da Sudam e da Sudene, com o objetivo de reduzir os impactos das tarifas para consumidores do mercado regulado.
Mesmo com esses recursos, os reajustes não serão iguais em todo o país. Segundo a Aneel, 16% do mercado das distribuidoras está em áreas com efeito tarifário médio superior a 15%, enquanto 10% está em regiões com impacto entre 12% e 15%.
Para 2026, estão previstos 51 processos tarifários, incluindo 15 revisões periódicas. A projeção poderá mudar conforme os processos de reajuste e revisão sejam concluídos ao longo do ano.
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