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Aos prantos, Flordelis interrompe fala de desembargador: 'Sou inocente. Me perdoa'

Aos prantos, Flordelis interrompe fala de desembargador: 'Sou inocente. Me perdoa'
Aos prantos, Flordelis interrompe fala de desembargador: 'Sou inocente. Me perdoa'

Durante julgamento nesta quinta-feira (10), a pastora e ex-deputada federal chorou e interrompeu a fala do desembargador do Tribunal de Justiça do Rio, Siro Darlan, afirmando ser inocente. 

Aos prantos, Flordelis falou pela primeira vez durante seu julgamento. "Me perdoa, doutor Siro, obrigada por tudo. Sou inocente, estou envergonhada", disse enquanto estava sendo amparada por advogados de defesa. A situação aconteceu durante a fala de Derlan, sobre o contato que teve com a pastora, mãe de 3 filhos do primeiro casamento e mais 50 filhos afetivos.

Darlan falou sobre como conheceu Flordelis. “Quando assumiu a 1ª Vara, encontrei mandado de busca e apreensão do juiz anterior contra uma mulher negra e favelada que então tinha sob sua guarda cerca de 25 crianças, todas elas (morando) num pequeno barraco da favela do Jacarezinho (zona norte do Rio)”, disse. “Mandei cumprir essa ordem de busca e apreensão, porque até então ninguém sabia quem eram essas crianças e em que circunstâncias elas estavam. Mas os oficiais de justiça não conseguiam cumprir, porque a favela já era tomada pelo tráfico. Nesse ínterim fui procurado por dois empresários que me indagaram como podiam ajudar Flordelis para que ela deixasse de ser perseguida”.

“Respondi: ‘Primeiro ela tem que dizer ao Judiciário onde recolheu crianças, regularizar a documentação delas. Depois ela tem que abrigar crianças num espaço adequado’. Eles perguntaram: “Quanto tempo o senhor nos dá pra tomar essas providências?” Eu: ‘30 dias’. Trinta dias depois, os empresários me convidaram para visitar uma casa na avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido (região central do Rio), e foi uma boa surpresa ver que em parte nossas exigências haviam sido cumpridas”, explicou Darlan.

Siro também citou sobre o tratamento que viu ser dado às crianças. “O essencial, que era acolhimento, tratamento digno, às crianças tinham. Nem todas as exigências foram cumpridas, mas elas estavam muito bem cuidadas, bem tratadas, e essa senhora estava fazendo o que o Estado, o município nunca havia conseguido: uma família substituta. Até 2004, a família estava pelo menos tratando as crianças com dignidade e respeito. Depois mudei de cargo”.

O desembargador também explicou que Anderson [marido de Flordelis, assassinado em 2019], ligou para ele três dias antes da morte. "Anderson telefonou para mim, para dizer que a Flor queria fazer uma reunião comigo. Para que eu encaminhasse, para que ela apresentasse como parlamentar, projetos que beneficiassem crianças e adolescentes", contou. 

Entretanto, segundo ele, a reunião não foi possível, pois estava viajando de férias na França.

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